Informação sobre candidíase, causas, sintomas, diagnóstico e tratamento de candidíase, nas formas bucal, vaginal e outras. Abordamos a candidíase genital no homem, com dicas para melhorar a qualidade de vida de quem sofre deste problema de saúde. Identificamos a dieta apropriada para quem sofre de candidíase.


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terça-feira, 1 de março de 2016

Candidíase vaginal

Candidíase vaginal é o nome dado frequentemente a infecção da vagina por Candida albicans associada a uma dermatite da vulva (uma erupção cutânea). "Corrimento vaginal", "monilia ', e candidíase vulvovaginal também são nomes usados para designar esta infecção por Candida albicans.

A maioria das mulheres observa ao longo do tempo que têm uma descarga a partir da vagina. Este é um processo normal, que mantém o revestimento mucoso da Vagina húmido. A descarga é geralmente clara, mas pode secar na roupa, deixando uma marca ligeiramente amarelada. Este tipo de descarga não requer qualquer medicação, mesmo quando muito abundante, como é o caso frequente da gravidez.
Corrimento vaginal também pode ser causado por microorganismos:

A causa da candidíase vaginal

Cerca de 20% das mulheres não grávidas com idades entre os 15 e os 55 anos de idade abrigam albicans Candida na vagina. A maioria não tem sintomas e esta é inofensiva. Crescimento excessivo de Candida albicans provoca uma descarga vaginal coalhada de cor esbranquiçada, uma sensação de queimação na vagina e vulva e/ou uma erupção cutânea na vulva e pele ao redor.

O estrogénio faz com que o revestimento da vagina possa amadurecer e conter glicogénio, um substrato sobre o qual a Candida albicans vive. Falta de estrogénio em mulheres mais jovens e mais velhas torna candidíase vulvovaginal muito menos comum.

Crescimento excessivo de Candida albicans ocorre mais comumente em determinados casos como:
  • Gravidez
  • Dose mais elevada de pílula anticoncepcional oral combinada com terapia de reposição hormonal à base de estrogênio
  • Um curso de antibióticos de largo espectro, como a tetraciclina ou amoxiclav
  • Diabetes mellitus
  • A anemia ferropriva
  • Imunodeficiência, por exemplo infecção por HIV
  • Devido a outra condição da pele, muitas vezes, psoríase, líquen plano ou líquen escleroso.
  • Outras doenças.

Sintomas de candidíase vaginal

Os sintomas da candidíase vaginal, devido ao crescimento excessivo de Candida albicans, incluem:
  • Coceira, dor e/ou desconforto e sensação de queimação na vagina e vulva
  • Corrrimento vaginal branco pesado, tipo coalhado
  • Erupção vermelha brilhante afetando parte interna e externa da vulva, às vezes espalhando-se amplamente na virilha, incluindo área pubiana, áreas inguinais e coxas.
Estes sintomas podem durar apenas algumas horas ou persistir por dias, semanas, ou raramente, meses. Candidíase vaginal pode reaparecer logo antes de cada ciclo menstrual (vulvovaginite cíclica).
Os sintomas por vezes  podem ser agravados pela relação sexual.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Tratamento da Candidíase vaginal

A candidíase vulvovaginal é usualmente tratada com derivados imidazólicos tópicos ou sistêmicos, entretanto, é indispensável a remoção dos fatores predisponentes, e que o tratamento seja estendido ao seu parceiro.
segunda-feira, 2 de abril de 2012

Causas de Candidíase vaginal

Embora não exista consenso, alguns fatores de risco potenciais para a Candidíase vulvovaginal têm sido relatados. A presença de ciclos menstruais regulares tem sido identificada como relevante fator de risco para a Candidíase vulvovaginal, com maior incidência de casos a partir do pico de estradiol.
A gravidez, o uso de contraceptivos orais de altas doses e a terapia de reposição hormonal, por serem situações de hiperestrogenismo, determinam altos níveis de glicogênio, resultando um aumento do substrato nutricional dos fungos e favorecendo a infecção da mucosa vaginal.
Por outro lado, o uso de progestogênios orais e, sobretudo, injetáveis confere às mulheres certa proteção contra episódios de Candidíase vulvovaginal, tendo em vista os níveis de estradiol serem mantidos baixos, como no período de lactação. A incidência de candidíase não parece estar significativamente associada ao uso de dispositivo intrauterino ou condon.
O diabetes mellitus não controlado promove alterações metabólicas, como o aumento dos níveis de glicogênio, que podem ser significativas para o surgimento de colonização e infecção por Candida. O controle glicêmico adequado, associado a mudanças comportamentais, reduz o risco de colonização e infecção por Candida spp entre diabéticas. O uso de antibióticos, sistêmicos ou tópicos, parece estar associado à destruição da microbiota bacteriana vaginal, particularmente dos bacilos de Döderlein, diminuindo a competição por nutrientes, o que favorece o surgimento da Candidíase vulvovaginal.
Especula-se, ainda, que hábitos higiênicos inadequados podem ser fatores predisponentes para a contaminação vaginal, dentre eles a higiene anal realizada no sentido do ânus para a vagina, levando resíduos de fezes para as roupas íntimas, favorecendo o desenvolvimento da Candidíase vulvovaginal.
O uso de roupas íntimas justas e/ou sintéticas, determinando pouca aeração nos órgãos genitais e aumentando a umidade, também predispõe à Candidíase vulvovaginal.

Candidíase vaginal recorrente

Aproximadamente 5% das mulheres com Candidíase vulvovaginal desenvolvem Candidíase vulvovaginal recorrente, definida usualmente como a ocorrência de quatro ou mais episódios de Candidíase vulvovaginal no período de 12 meses. Ao contrário das mulheres que têm episódios esporádicos de Candidíase vulvovaginal, aquelas com a doença recorrente não se beneficiam de uma diminuição na freqüência de episódios sintomáticos com o passar da idade.
Acredita-se que a Candidíase vulvovaginal recorrente esteja relacionada com uma depressão nos processos imunes da mucosa normal, o que permitiria certa “tolerância” da mucosa ao microrganismo.
Pelo fato de ser encontrada alta incidência de Candidíase vulvovaginal recorrente em mulheres com imunidade celular (IC) prejudicada, como pacientes sob terapia com corticosteróides, transplantados ou pacientes portadores do vírus HIV, têm-se postulado que deficiências na imunidade celular específica contra Candida desempenhem papel importante na susceptibilidade à Candidíase vulvovaginal primária e particularmente à Candidíase vulvovaginal recorrente.

Sintomas da Candidíase vaginal

A Candidíase vulvovaginal caracteriza-se por prurido, ardor, dispareunia e pela eliminação de um corrimento vaginal em grumos, semelhante à nata de leite. Com freqüência, a vulva e a vagina encontram-se edemaciadas e hiperemiadas, algumas vezes acompanhadas de ardor ao urinar e sensação de queimadura. As lesões podem-se estender por períneo, região perianal e inguinal. O corrimento, que geralmente é branco e espesso, é inodoro e, quando depositado nas vestes a seco, tem aspecto farináceo. Em casos típicos, nas paredes vaginais e no colo uterino aparecem pequenos pontos branco-amarelados. Os sintomas se intensificam no período pré-menstrual, quando a acidez vaginal aumenta.

Epidemiologia e patogenia da Candidíase vaginal

Apesar dos avanços terapêuticos, Candidíase vulvovaginal permanece freqüente problema em todo o mundo, afetando todas as camadas sociais. Sabe-se que a resposta imunológica local vaginal desenvolve-se lentamente, apesar da crescente lista de fatores de risco conhecidos, porém ainda temos que compreender melhor os mecanismos patogênicos da cândida na vagina. A ausência de testes rápidos, simples e baratos continua mantendo tanto super quanto subdiagnósticos de Candidíase vulvovaginal.
O agente causal é a candida albicans em 80 a 92% dos casos, podendo o restante ser devido às espécies não albicans (glabrata, tropicalis, Krusei, parapsilosis e Saccharomyces cerevisae². Durante a vida reprodutiva, 10 a 20% das mulheres podem ser colonizadas com candida sp, assintomáticas, NÃO REQUERENDO TRATAMENTO.
A maioria das candidíases vulvovaginais não são complicadas, respondendo a vários esquemas terapêuticos que mostraremos a seguir.

Diagnóstico de Candidíase vaginal

O diagnóstico de Candidíase vulvovaginal é freqüentemente baseado na história clínica do paciente e no exame físico, sem evidência em testes laboratoriais. Métodos convencionais para a identificação de espécies de Candida são baseados nas características morfológicas e fisiológicas, cuja técnica é trabalhosa e demanda muito tempo. Atualmente, existem diversos testes comerciais para identificação presuntiva de espécies de Candida e susceptibilidade aos agentes antifúngicos. Meio cromogênico, como CHROMagar Candida®, permite rápida triagem na identificação de leveduras a partir de uma simples cultura sobre o meio. Adicionalmente, testes como o Candifast® (International Microbio, França) são utilizados para identificar e avaliar a susceptibilidade aos agentes antifúngicos.